Programa do Festival

domingo, 8 de agosto de 2010

Myrthes Aguiar





Em 2002 fez sua estréia profissional, a convite de Sérgio Augusto em seu show Bossa Nova no All Of Jazz, interpretando clássicos de um dos períodos mais ricos da música popular brasileira. Fez uma participação especial CD de Sérgio Augusto, lançado no final de 2005, na faixa Tudo Que Arde Cura (Natan Marques & Ana Terra).

Desde 2003 vem se apresentando com Natan Marques em shows mostrando as composições de Natan com diversos letristas como, Murilo Antunes, Márcio Borges, Flora Figueiredo, Thaís Andrade, Fernando Ghê, entre outros.

Também com Natan Marques, se apresenta no show “Felisidade”, especialmente elaborado por ele em homenagem a Elis Regina. Neste show Natan relembra o período marcante de sua trajetória acompanhando Elis, revisitando o repertório impecável mostrado nos espetáculos “Elis e Tom”, “Falso Brilhante”, “Transversal do Tempo”, “Essa Mulher”, “Saudade do Brasil” e “Trem Azul”. Utilizando diversas formações, desde duo até sexteto, “Felisidade” foi apresentado no Clube Paineiras do Morumby, inaugurando o projeto Quartas Culturais, no projeto Duos Brasileiros no teatro Cultura Inglesa, no projeto Duos Homenageiam do SESC Consolação, no SESC Ipiranga, no SESC Vila Mariana, no SESC Bertioga, no projeto Chuva de Estrelas do Centro Cultural São Paulo, no Museu da Língua Portuguesa e no All Of Jazz.

Com Natan Marques, gravou o programa Ensaio do renomado produtor Fernando Faro exibido pela TV Cultura SP. No programa interpretou além das canções de Natan Marques, músicas do repertório de Elis Regina, relembradas por Fernando Faro, responsável pela direção geral de “Trem Azul”, último show de Elis no qual Natan assinou a direção musical.

A convite de Rolando Boldrin, Myrthes e Natan gravaram participação em seu programa “Sr Brasil” também exibido pela TV Cultura SP, onde mostraram canções que integram o show Restos e Rastros, que dá nome ao primeiro CD de Myrthes Aguiar.

Juntamente com Lula Barbosa e Natan Marques, apresentou-se também em festivais de música popular brasileira.

No Sarau Chama Poética, se apresentou junto com Natan Marques no tributo à Chaplin na Casa das Rosas, no SESC de Presidente Prudente, na Biblioteca de São Paulo, no tributo à Vinicius de Moraes no SESC Bauru e no SESC Bertioga, e em homenagem ao poeta Antonio Lazaro de Almeida Prado no Museu da Língua Portuguesa.

Em seu primeiro CD, Restos & Rastros, lançado em janeiro de 2010 no SESC Vila Mariana, interpreta composições de Natan Marques em parceria com diversos autores. É Natan Marques que assina os arranjos e a produção musical do CD.

A convite do Centro de Cultura Brasileira em Frankfurt, na Alemanha, apresentará o show “FElisidade” junto de Natan Marques, na BrotFabrik em Frankfurt no dia 19 de outubro de 2010.


http://www.myspace.com/myrthesaguiar

http://il.youtube.com/watch?v=yDhH6ZW3c9M&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=DzEJXklBR4M&feature=related

Natan Marques

                                                      Natan Marques


                                             Músico, Arranjador, Compositor e Produtor Musical
                                             Guitarra, Violão Nylon, Violão aço e Viola 12

Tocou com Elis Regina durante 8 anos (1974 até Jan/1982), em shows e gravações, assinando a direção musical de seu último show “Trem Azul”, com Simone (1982 a 1990), Djavan (1979), Ivan Lins (1979), Renato Teixeira (1994 a 2004) com quem atuou como músico, arranjador e diretor musical, Lula Barbosa, Chico Buarque, Nana Caymmi entre tantos outros grandes nomes da música brasileira, tanto em discos como em shows.

Tem composições em parceria com Aldir Blanc, Murilo Antunes, Márcio Borges, Paulo Garfunkel, Jean Garfunkel, Ana Terra, Vanessa da Mata, Flora Figueiredo, entre outros.

Ganhou prêmio de melhor arranjador do festival Rímula (1991), melhor música no festival XI FAMPOP de música brasileira (1993), e do prêmio Colunistas de melhor jingle com “Bráulio” para a campanha do Ministério da Saúde (1996).

Gravou 2 discos instrumentais pelo selo SOM DA GENTE, contendo composições próprias: COMBOIO, também lançado na Alemanha, e DOIS, ambos em parceria com Ricardo Leão. Com esses trabalhos, se apresentou no Festival de Jazz de Montreal e no Free Jazz em SP.

A convite do produtor Fernando Faro, gravou o programa Ensaio exibido pela TV Cultura SP, um especial sobre sua carreira, contanto fatos de sua via musical, mostrando suas composições, o trabalho registrado nos CDs instrumentais, as parcerias com letristas como Ana Terra, Murilo Antunes e também, músicas do repertório de Elis Regina, relembradas por Fernando Faro, responsável pela direção geral de “Trem Azul”, último show de Elis no qual Natan assinou a direção musical.

A convite de Rolando Boldrin, Myrthes e Natan gravaram participação em seu programa “Sr Brasil” também exibido pela TV Cultura SP, onde mostraram canções que integram o show Restos e Rastros, que dá nome ao primeiro CD de Myrthes Aguiar.

Lançou em jan/2010 o primeiro CD de Myrthes Aguiar, “Restos e Rastros”, onde assumiu a produção e direção musical. Neste CD, Myrthes Aguiar interpreta composições de Natan Marques com diversos parceiros.

Junto com Jean Garfunkel e Joana Garfunkel, se apresenta no projeto Canto Livro, um encontro da música e da literatura resultando em shows temáticos com enfoque em autores brasileiros ou da língua brasileira, onde a narrativa é permeada por canções afinadas com a temática da abro do autor.

Com o Sarau Chama Poética, produzido por Fernanda Almeida Prado, vem se apresenta junto com Myrthes Aguiar nos tributos à Charles Chaplin e Vinícius de Moraes em unidades do SESC, Museu da Língua Portuguesa e Biblioteca de São Paulo.

Com Luis Felipe Gama e Ana Luiza, se apresenta em shows com repertório composto por canções de Luis Felipe, de Natan Marques e da parceria dos dois.

Vem se apresentando com Myrthes Aguiar no show “FElisidade”, especialmente elaborado  por ele em homenagem a Elis Regina, relembrando o período marcante de sua trajetória acompanhando Elis, revisitando o repertório impecável mostrado nos espetáculos “Elis e Tom”, “Falso Brilhante”, “Transversal do Tempo”, “Essa Mulher”, “Saudade do Brasil” e “Trem Azul”. Com formações diversas, de duo a sexteto, “FElisidade” foi apresentado no SESC Ipiranga, SESC Vila Mariana, SESC Bertioga, Clube Paineiras do Morumby, inaugurando o projeto Quartas Culturais, no projeto Duos Brasileiros no teatro Cultura Inglesa, no projeto Duos Homenageiam do SESC Consolação, no SESC Ipiranga, no SESC Vila Mariana, no SESC Bertioga, no projeto Chuva de Estrelas do Centro Cultural São Paulo, no Museu da Língua Portuguesa e no All Of Jazz.

A convite do Centro de Cultura Brasileira em Frankfurt, na Alemanha, apresentará o show “FElisidade” junto de Myrthes Aguiar, na BrotFabrik em Frankfurt no dia 19 de outubro de 2010.

Ainda em 2010, lançará seu terceiro CD instrumental com composições de sua autoria, chamado “Fotografias”.


http://www.myspace.com/natanmarques

http://www.youtube.com/watch?v=DNkBu8fj-r0

http://www.youtube.com/watch?v=DNkBu8fj-r0

sábado, 7 de agosto de 2010

Jean Garfunkel

        Jean Garfunkel
Poeta, cantor, contador de histórias, violonista e compositor consagrado na MPB com canções gravadas por Elis Regina, Maria Rita e Renato Braz, entre outros. Criador do projeto Canto Livro de incentivo à leitura através da música. Tem quatro CDs gravados em dupla com seu irmão Paulo Garfunkel, e prepara a edição de seu primeiro livro de poesia, “Poemia”, que foi contemplado no último Edital de literatura da Secretaria de Estado da Cultura (PROAC), e deve ser lançado em janeiro de 2011. Considera Manuel Bandeira sua maior influência poética, a ponto de criar o show “Vou-me embora pra Pasárgada”, especialmente inspirado na obra do poeta, onde intercala canções de sua autoria com poemas escolhidos do autor.
http://www.cantolivro.com.br/

http://www.youtube.com/watch?v=OpLXaOBLa_4

http://www.youtube.com/watch?v=diJBgja5DCM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=O4maJOxomDE&feature=related

Irineu de Palmira



IRINEU DE PALMIRA

músico, cantor e compositor

Músico- violonista, cantor e compositor, Irineu de Palmira nasceu em Belo Horizonte, onde iniciou suas atividades artísticas, participando de vários festivais e eventos culturais, com destaque para o primeiro lugar no festival de Ouro Preto, primeiro lugar e melhor intérprete no de Itabirito, primeiro lugar e melhor arranjo em Serra Negra, primeiro e terceiro lugares em Queluz e, segundo lugar e melhor intérprete no Festival de Música Cidade Canção – FEMUCIC – de Maringá e etc.
Em 1979, convidado pelo empresário Fauzi Curan, mudou-se para São Paulo para integrar o elenco dos espetáculos de Oswaldo Sargentelli, e nas casas Gallery e Viva Maria (onde dividiu o palco com Cauby Peixoto, Wilson Simonal, Pery Ribeiro e Carmen Costa).
No teatro e televisão, musicou a peça Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, e a versão para TV de “O Grande Momento”, de Roberto Santos, direção de Nei Santanna, com Laura Cardoso e Flavio Guarnieri no elenco. Como instrumentista, gravou os violões de todas as faixas do disco “Violas e Canções”, de Pena Branca e Xavantinho. Premiadíssimo trabalho, dentro e fora do Brasil.
Como compositor tem músicas gravadas por Jair Rodrigues e Luciana Mello (“Alma Negra”- que dá nome ao penúltimo disco do Jair), Biro do Cavaco e Grupo Katinguelê, entre outros.
Com um estilo muito diferenciado, observado desde suas composições, timbre vocal único e uma presença de palco extremamente marcante, Irineu de Palmira reúne um vasto repertório de composições ligadas basicamente à MPB e ao Samba; dentre as quais destacam-se grandes parcerias com Gerson Ney França, Nelson Klava, Doroty Massola, Hélio Pequeno, Paulo Leminsky, Ivan da Corina e o grande mestre do samba, Delcio Carvalho. Parte deste trabalho já está registrada em quatro discos (sendo o segundo deles, lançado também na Europa e EUA) e um DVD.
Seu quinto trabalho autoral, desta vez homenageando o samba, está em fase final de produção. Só para dar uma palhinha, algumas músicas desse projeto estão disponíveis no seu perfil da Conexão Vivo http://irineudepalmira.conexaovivo.com.br
Paralelamente ao trabalho autoral, carreira, Irineu de Palmira também participa de projetos culturais (musicais e literomusicais), atuando da concepção e pesquisa à apresentação, desenvolvendo atividades em vários equipamentos administrados pelas Secretarias Municipais, e de Estado da Cultura, além de Universidades e Centros Culturais de muitos estados brasileiros.

Em abril de 2010, iniciou em Belo Horizonte, no teatro do Palácio das Artes, a circulação de seu novo show, “Dois Acordes de Prosa”. Em maio, foi uma das atrações musicais do III Festival da Mantiqueira – “Diálogos com a Literatura”, realizado em São Francisco Xavier – SP e, em agosto, último, o show chegou em São Paulo.





Páginas na internet:

Site oficial http://www.irineudepalmira.com.br/

YouTube www.youtube.com/irineudepalmira

MySpace www.myspace.com/irineudepalmira

Clube Compositores www.clubecaiubi.ning.com/profile/irineudepalmira

Twitter http://twitter.com/IRINEUdePALMIRA

Lula Barbosa


Lula Barbosa iniciou sua carreira artística no início dos anos 70, quando formou o grupo Semente ainda garoto com apenas 15 anos. Venceu vários festivais estudantis muito em voga naquela época. Com o grupo Semente abriu shows de Isaurinha Garcia, Adoniran Barbosa e Paulinho da Viola no Sesc Interlagos. Mais tarde nos anos 80 abandonou o último ano de Publicidade e Propaganda no Instituto Metodista em São Bernardo e começou a cantar profissionalmente nos bares da noite de São Paulo, nos barzinhos, como se dizia antigamente, na época fértil da MPB e da vida noturna no bairro do Bixiga em São Paulo. Cantou durante alguns anos numa das casas mais famosas e badaladas casas da época, o Boca da Noite, na Rua Santo Antônio, no coração do Bixiga, ao lado de Filó Machado, Geraldo Cunha, Celso Miguel e outros e também no Vou Vivendo, Beleléu Chope e Arte, Gente Amiga, Pianos Bar, Barzileirinho, Violão Chopp e Cia, O Porão, e Vozes da Terra, em Santana.


Lula Barbosa compõe para diversos intérpretes da MPB; já fez músicas em parceria com Cesar Camargo Mariano, Eduardo Gudin, Thaís Andrade, Fabio Jr, Mario Lucio Marques, Filó Machado D. Pedro Casaldáglia, Abílio Herlander, Miriam Mirah, Jica, Salgadinho, Adriano Stuart, Marcos Rezende, Irineu de Palmira, Canarinho, Celso Prudente, Eduardo Neves, Joãozinho Gomes, Natan Marques, Vanderlei de Castro e Álvaro Gomes entre outros grandes letristas e poetas. Tem mais de 500 composições gravadas por nomes como Roberto Carlos, Jessé, Fábio Jr., Thobias da Vai Vai, Pierre Onásis, Altemar Dutra Jr., Emmanuel, A 4 Vozes, Olodum, Miriam Mirah, Grupo Catavento, Célia, Jane Duboc, Christian e Ralph, Jair Rodrigues, O Terço, Sérgio Reis, Tarancón, Tania Libertad (México), Pedro Fernández (México), Tito Gomez (Porto Rico), Jim Porto (Italia), Amaya Uranga (Espanha), Katinguelê, Negritude Jr., Só pra Contrariar, Peninha e muitos outros.

Lula Barbosa também atua no campo da publicidade, como intérprete de premiados jingles da publicidade e propaganda brasileira, dentre eles Kaiser (Aquarela do Brasil), Brahma Chopp (Vai de Branco prá Dar Sorte), Fiat (Canção do Exílio), Telesp Celular (Andança), Itaú (Amanhã), Varig, Gol Linhas Aéreas, Banco do Brasil, Bamerindus, Vale do Rio Doce, Bota Sete Léguas, Ticket Restaurante e muitos outros.

Lula Barbosa já fez várias trilhas para documentários em vídeo para a Verbo Filmes. Destacam-se Canção para Zumbi (em parceria com D. Pedro Casaldaglia), Mãos Vazias, Nossa Senhora Aparecida, Ameríndia etc...

Lula participou em abril de 2005 da Caravana 3 da nova edição do Projeto Pixinguinha. Juntamente com Mônica Salmaso e Lui Coimbra fizeram shows em Anápolis, Brasília, Teresina, São Luis, Belém, Santarém, Macapá e Boa Vista. Eles foram acompanhados pelos músicos Benjamin Taubkin (piano), Carlos Bernardo (violão), Luiz Guello (percussão), Murilo O’Reilly (percussão), Natan Marques (violão), Teco Cardoso (sopros) e Zeca Assumpção (baixo). Em todas as cidades visitadas eles tiveram um sucesso fabuloso de público e despertaram um grande interesse da imprensa e da mídia locais.

Lula Barbosa já fez shows em várias unidades do SESC, Teatros, Feiras, Clubes, Bares, Convenções, e participa em parceria de projetos culturais com vários artistas da MPB, participando de Festivais de Música ora concorrendo como intérprete ou compositor, ora como jurado, ou como artista convidado para os shows de encerramento.

http://www.lulabarbosa.com.br/home_1.html

http://www.youtube.com/watch?v=-H4Xl0a0EMw&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=VQ0H_vZinGA&feature=related

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Idealizadores do Festival da Palavra







Frederico Barbosa
Diretor da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Frederico Tavares Bastos Barbosa nasceu em Recife, Pernambuco, no dia 20 de fevereiro de 1961. Em 1967 transferiu-se com a família para a cidade de São Paulo, onde mora até hoje.
Cursou Física na Universidade de São Paulo. Iniciou o curso de Grego na mesma universidade. Formou-se em Letras-Português em 1985.  Foi, durante alguns anos, crítico literário dos jornais Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo. Publicou poemas em diversas revistas por todo o Brasil. Foi consultor e redator do volume Help! - Literatura, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Atualmente é diretor da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
 Obras: Rarefato (São Paulo, Iluminuras, 1990); Nada Feito Nada (São Paulo, Perspectiva, 1993); Contracorrente (São Paulo, Iluminuras, 2000); Louco no Oco sem Beiras – Anatomia da Depressão (São Paulo, Ateliê Editorial, 2001); Cantar de Amor entre os Escombros (São Paulo, Landy Editora, 2002); Brasibraseiro (em parceria com Antonio Risério), (São Paulo, Landy, 2004); A Consciência do Zero (Rio de Janeiro, Lamparina, 2004).
http://fredbar.sites.uol.com.br/


Fernanda de Almeida Prado

Psicóloga Psicanalista Produtora Cultural
Conselheira da Poiesis
Graduada em Psicologia pela UNESP (1980) especializada em Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientae, atende em consultório particular e atua também como Produtora Cultural. Idealizadora do projeto 'Chama Poética" que acontece mensalmente na Casa das Rosas, Museu da Língua Portuguesa e Biblioteca de São Paulo.




                                           Mario Sérgio Vasconcelos
                                           Diretor da UNESP de Assis

Nasceu em Rancharia/SP, em 1956 • Graduação em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista – UNESP/Assis (1978) • Mestrado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP (1985) • Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo – USP/SP (1995) • Pós-doutorado em Processos Cognitivos pela Universidade de Barcelona – ESPANHA (2003) • Professor Livre-docente em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Estadual Paulista – UNESP/Assis (2007)
• Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento (SBPD-2006/2008
• Diretor da Faculdade de Ciências e Letras de Assis/UNESP (2007/2011)

Alex Dias


Ator e Poeta. Formado pela USP de Ribeirão Preto em Ciências da Informação e Documentação. Um apaixonado por arte, especialmente poesia. Amadureceu suas experiências artísticas em estudos e trabalhados no MARP – Museu de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto, Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, Casa Guilherme de Almeida, Museu da Língua Portuguesa e Biblioteca de São Paulo. Além de cursos livres na própria Universidade de São Paulo. Experiência em produção de shows literomusicais, oficinas literárias, aulas-shows de livros dos vestibulares e festivais. Atua no projeto OSNÁUTICOS, do qual é fundador, onde desenvolve os seus trabalhos artísticos e culturais, destacando-se neste ano, a participação no Festival Internacional de Arte Contemporânea de Anzio e Nettuno (Roma, Itália) RIFRAZIONI (edição 2010) com a gravação de um diálogo poético com Francesca Cricelli para a performance Amaro Ammore. Apresenta-se como poeta e ator, no grupo Chama Poética, do qual também é produtor.


Entre as suas publicações, destaca-se a premiação, em 2009, no XXV Prêmio Mundial de Poesia NÓSSIDE – realizado em Reggio Calábria, na Itália, pela Unesco. Este ano participa novamente do Prêmio NÓSSIDE.

Blog: http://alexwdias.blogspot.com/

CHAMA POÉTICA

       CHAMA POÉTICA



Fernanda de Almeida Prado - Gabriel de Almeida Prado
Myrthes Aguiar - Natan Marques e Alex Dias



Eventos literomusicais
O Chama Poética visa em seus projetos difundir e fomentar a arte através da poesia, da literatura e da música. Este ano comemora 6 anos de estrada com um histórico de respeito na produção artística e cultural. O Chama Poética é capaz de desenvolver projetos com diversos temas e estruturas. Foi idealizado por Fernanda de Almeida Prado, psicóloga e psicanalista, que conta com a colaboração do poeta e ator Alex Dias na produção e direção. É atualmente uma referência nos eventos poéticos e musicais da capital paulista, com público certo e disputado, na Casa das Rosas, Museu da Língua Portuguesa, Biblioteca de São Paulo, SESCs etc.



http://sarauchamapoetica.blogspot.com/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Temas do Festival - Adoniran Barbosa


‘Gosto de samba e não foi fácil, pra mim, ser aceito como compositor, porque ninguém queria nada com as minhas letras que falavam nóis vai, nóis fumo, nóis fizemo, nóis peguemo. Acontece que é preciso saber falar errado. Falar errado é uma arte, se não vira deboche'. 
Adoniran Barbosa



Bom Dia, Tristeza
 

Bom dia, tristeza

Que tarde, tristeza

Você veio hoje me ver

Já estava ficando

Até meio triste

De estar tanto tempo

Longe de você

Se chegue, tristeza

Se sente comigo

Aqui, nesta mesa de bar

Beba do meu copo

Me dê o seu ombro

Que é para eu chorar

Chorar de tristeza

Tristeza de amar.
 
 Adoniran Barbosa

 letra Vinicius de Moraes



Samba Italiano Adoniran Barbosa

Piove, piove (Chove, chove)

Fa tempo che piove qua Gigi
(faz tempo que chove aqui, Gigi)

E Io, sempre io
(e eu, sempre eu)

Sotto la tua finestra
(debaixo da sua janela)

E vuoi senza me sentir
(e você sem me escutar)

Ridere, ridere, ridere
(rindo)

Di questo infelice qui
 (desse infeliz aqui)

Ti ricorda Gioconda
 ( se recorda Gioconda)

Di quela sera in Guaruja
 (daquela tarde no Guaruja)

Quando il mare ti portava via
(quando o mar ti levava embora)

E tu me chiamaste
(e você me chamou)

Aiuto Marcelo
 (ajuda Marcelo)

La tua Gioconda ha paura de questa onda.
 (a tua Gioconda tem medo dessa onda)
Adoniran Barbosa



Saudosa Maloca
       Adoniran Barbosa

Se o senhor não tá lembrado

Dá licença de contar

Que ali onde agora está

Este "adifício arto"

Era uma casa "véia", um palacete assobradado

Foi aqui seu moço

Que eu, Mato Grosso e o Joca

Construimos nossa "maloca"

Mas um dia

"nóis" nem pode se "alembrá"

Veio os "home" com as ferramenta

E o dono "mandô derrubá"

Peguemos todas nossas coisas

E fumos pro meio da rua

"Apreciá" a demolição

Que tristeza que "nóis" sentia

Cada táuba que caía

Doía no coração

Matogrosso quis gritar

Mas em cima eu falei

Os "home tá cá" razão

"nóis arranja" outro lugar

Só "se conformemo"

Quando o Joca falou

Deus dá o frio conforme o "cobertô"

E hoje "nós pega" a paia

Nas grama do jardim

E pra esquecer "nóis cantemos" assim:

Saudosa maloca, maloca querida

Dim dim "donde nóis passemo" os dias feliz de nossa vida

Saudosa maloca, maloca querida

Dim dim "donde nóis passemo" os dias feliz de nossa vida


http://www.youtube.com/watch?v=Gkd-d_n3yfo&feature=related

Temas do Festival - Charles Chaplin

Canto ao Homem do Povo - Charles Chaplin


Carlos Drummond de Andrade

I

Era preciso que um poeta brasileiro,

não dos maiores, porém dos mais expostos à galhofa,

girando um pouco em tua atmosfera ou nela aspirando a viver

como na poética e essencial atmosfera dos sonhos lúcidos,

era preciso que esse pequeno cantor teimoso,

de ritmos elementares, vindo da cidadezinha do interior

onde nem sempre se usa gravatas mas todos são extremamente polidos

e a opressão é detestada, se bem que o heroísmo se banhe em ironia,

era preciso que um antigo rapaz de vinte anos,

preso à tua pantomima por filamentos de ternura e riso dispersos no tempo,

viesse recompô-los e, homem maduro, te visitasse

para dizer-te algumas coisas, sobcolor de poema.

Para dizer-te como os brasileiros te amam

e que nisso, como em tudo mais, nossa gente se parece

com qualquer gente do mundo - inclusive os pequenos judeus

de bengalinha e chapéu-coco, sapatos compridos, olhos melancólicos,

vagabundos que o mundo repeliu, mas zombam e vivem

nos filmes, nas ruas tortas com tabuletas: Fábrica, Barbeiro, Polícia,

e vencem a fome, iludem a brutalidade, prolongam o amor

como um segredo dito no ouvido de um homem do povo caído na rua.


Bem sei que o discurso, acalanto burguês, não te envaidece,

e costumas dormir enquanto os veementes inauguram estátua,

e entre tantas palavras que como carros percorrem as ruas,

só as mais humildes, de xingamento ou beijo, te penetram.


Não é a saudação dos devotos nem dos partidários que te ofereço,

eles não existem, mas a de homens comuns, numa cidade comum,

nem faço muita questão da matéria de meu canto ora em torno de ti

como um ramo de flores absurdas mando por via postal ao inventor dos jardins.


Falam por mim os que estavam sujos de tristeza e feroz desgosto de tudo,

que entraram no cinema com a aflição de ratos fugindo da vida,

são duras horas de anestesia, ouçamos um pouco de música,

visitemos no escuro as imagens - e te descobriram e salvaram-se.

Falam por mim os abandonados da justiça, os simples de coração,

os parias, os falidos, os mutilados, os deficientes, os indecisos, os líricos, os cismarentos,

os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos.

E falam as flores que tanto amas quando pisadas,

falam os tocos de vela, que comes na extrema penúria, falam a mesa, os botões,

os instrumentos do ofício e as mil coisas aparentemente fechadas,

cada troço, cada objeto do sótão, quanto mais obscuros mais falam.

II

A noite banha tua roupa.

Mal a disfarças no colete mosqueado,

no gelado peitilho de baile,

de um impossível baile sem orquídeas.

És condenado ao negro. Tuas calças

confundem-se com a treva. Teus sapatos

inchados, no escuro do beco,

são cogumelos noturnos. A quase cartola,

sol negro, cobre tudo isto, sem raios.

Assim, noturno cidadão de uma república

enlutada, surges a nossos olhos

pessimistas, que te inspecionam e meditam:

Eis o tenebroso, o viúvo, o inconsolado,

o corvo, o nunca-mais, o chegado muito tarde

a um mundo muito velho.

E a lua pousa

em teu rosto. Branco, de morte caiado,

que sepulcros evoca mas que hastes

submarinas e álgidas e espelhos

e lírios que o tirano decepou, e faces

amortalhadas em farinha. O bigode

negro cresce em ti como um aviso

e logo se interrompe. É negro, curto,

espesso. O rosto branco, de lunar matéria,

face cortada em lençol, risco na parede,

caderno de infância, apenas imagem

entretanto os olhos são profundos e a boca vem de longe,

sozinha, experiente, calada vem a boca

sorrir, aurora, para todos.

E já não sentimos a noite,

e a morte nos evita, e diminuímos

como se ao contato de tua bengala mágica voltássemos

ao país secreto onde dormem os meninos.

Já não é o escritório e mil fichas,

nem a garagem, a universidade, o alarme,

é realmente a rua abolida, lojas repletas,

e vamos contigo arrebentar vidraças,

e vamos jogar o guarda no chão,

e na pessoa humana vamos redescobrir

aquele lugar - cuidado! - que atrai os pontapés: sentenças

de uma justiça não oficial.

III

Cheio de sugestões alimentícias, matas a fome

dos que não foram chamados à ceia celeste

ou industrial. Há ossos, há pudins

de gelatina e cereja e chocolate e nuvens

nas dobras do teu casaco. Estão guardados

para uma criança ou um cão. Pois bem conheces

a importância da comida, o gosto da carne,

o cheiro da sopa, a maciez amarela da batata,

e sabes a arte sutil de transformar em macarrão

o humilde cordão de teus sapatos.

Mais uma vez jantaste: a vida é boa.

Cabe um cigarro: e o tiras

da lata de sardinhas.

Não há muitos jantares no mundo, já sabias,

e os mais belos frangos

são protegidos em pratos chineses por vidros espessos.

Há sempre o vidro, e não se quebra,

há o aço, o amianto, a lei,

há milícias inteiras protegendo o frango,

e há uma fome que vem do Canadá, um vento,

uma voz glacial, um sopro de inverno, uma folha

baila indecisa e pousa em teu ombro: mensagem pálida

que mal decifras

o cristal infrangível. Entre a mão e a fome,

os valos da lei, as léguas. Então te transformas

tu mesmo no grande frango assado que flutua

sobre todas as fomes, no ar; frango de ouro

e chama, comida geral, que tarda.

IV

O próprio ano novo tarda. E com ele as amadas.

No festim solitário teus dons se aguçam.

És espiritual e dançarino e fluido,

mas ninguém virá aqui saber como amas

com fervor de diamante e delicadeza de alva,

como, por tua mão a cabana se faz lua.

Mundo de neve e sal, de gramofones roucos

urrando longe o gozo de que não participas.

Mundo fechado, que aprisiona as amadas

e todo o desejo, na noite, de comunicação.

Teu palácio se esvai, lambe-te o sono,

ninguém te quis, todos possuem,

tudo buscaste dar, não te tomaram.

Então encaminhas no gelo e rondas o grito.

Mas não tens gula de festa, nem orgulho

nem ferida nem raiva nem malícia.

És o próprio ano-bom, que te deténs. A casa passa

correndo, os copos voam,

os corpos saltam rápido, as amadas

te procuram na noite... e não te vêem,

tu pequeno, tu simples, tu qualquer.

Ser tão sozinho em meio a tantos ombros,

andar aos mil num corpo só, franzino,

e ter braços enormes sobre as casas,

ter um pé em Guerrero e outro no Texas,

falar assim a chinês a maranhense,

a russo, a negro: ser um só, de todos,

sem palavra, sem filtro,

sem opala:

há uma cidade em ti, que não sabemos.

V

Uma cega te ama. Os olhos abrem-se.

Não, não te ama. Um rico, em álcool,

é teu amigo e lúcido repele

tua riqueza. A confusão é nossa, que esquecemos

o que há de água, de sopro e de inocência

no fundo de cada um de nós, terrestres. Mas, ó mitos

que cultuamos, falsos: flores pardas,

anjos desleais, cofres redondos, arquejos

poéticos acadêmicos; convenções

do branco, azul e roxo; maquinismos,

telegramas em série, e fábricas e fábricas

e fábricas de lâmpadas, proibições, auroras.

Ficaste apenas um operário

comandado pela voz colérica do megafone.

És parafuso, gesto, esgar.

Recolho teus pedaços: ainda vibram,

lagarto mutilado.



Colo teus pedaços. Unidade

estranha é a tua, em mundo assim pulverizado.

E nós, que a cada passo nos cobrimos

e nos despimos e nos mascaramos,

mal retemos em ti o mesmo homem,

aprendiz

bombeiro

caixeiro

doceiro

emigrante

forçado

maquinista

noivo

patinador

soldado

músico

peregrino

artista de circo

marquês

marinheiro

carregador de piano

apenas sempre entretanto tu mesmo,

o que não está de acordo e é meigo,

o incapaz de propriedade, o pé

errante, a estrada

fugindo, o amigo

que desejaríamos reter

na chuva, no espelho, na memória

e todavia perdemos

VI

Já não penso em ti. Penso no ofício

a que te entregas. Estranho relojoeiro

cheiras a peça desmontada: as molas unem-se,

o tempo anda. És vidraceiro.

Varres a rua. Não importa

que o desejo de partir te roa; e a esquina

faça de ti outro homem; e a lógica

te afaste de seus frios privilégios.

Há o trabalho em ti, mas caprichoso,

mas benigno,

e dele surgem artes não burguesas,

produtos de ar e lágrimas, indumentos

que nos dão asa ou pétalas, e trens

e navios sem aço, onde os amigos

fazendo roda viajam pelo tempo,

livros se animam, quadros se conversam,

e tudo libertado se resolve

numa efusão de amor sem paga, e riso, e sol.

O ofício é o ofício

que assim te põe no meio de nós todos,

vagabundo entre dois horários; mão sabida

no bater, no cortar, no fiar, no rebocar,

o pé insiste em levar-te pelo mundo,

a mão pega a ferramenta: é uma navalha,

e ao compasso de Brahms fazes a barba

neste salão desmemoriado no centro do mundo oprimido

onde ao fim de tanto silêncio e oco te recobramos.


Foi bom que te calasses.

Meditavas na sombra das chaves,

das correntes, das roupas riscadas, das cercas de arame,

juntavas palavras duras, pedras, cimento, bombas, invectivas,

anotavas com lápis secreto a morte de mil, a boca sangrenta

de mil, os braços cruzados de mil.

E nada dizias. E um bolo, um engulho

formando-se. E as palavras subindo.

Ó palavras desmoralizadas, entretanto salvas, ditas de novo.

Poder da voz humana inventando novos vocábulos e dando sopros exaustos.

Dignidade da boca, aberta em ira justa e amor profundo,

crispação do ser humano, árvore irritada,

contra a miséria e a fúria dos ditadores,

ó Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode

caminham numa estrada de pó e de esperança.

Temas do Festival - Antônio Lázaro de Almeida Prado



Alegria de ser


Ser sempre tão simples

Como o sonho livre

Da infância.

Ser tão grato à vida

Como o dom, gratuito,

Do canto.

Ser um eco puro

Do valor arcano

Da vida.

Ser, tão simplesmente,

Como o vôo livre

Dos pássaros...


Antônio Lázaro de Almeida Prado






ÍNTEGRO




E nós

suspensos

Entre a cebola e o arco-íris;

E nós

prensados

Entre a batata e a rosa;

E nós

pendentes

Entre o amargor e o sonho

Entre o açafrão e a lua;

E nós

sofridos

Entre a chegada e a ida

Entre o arrebol e a noite

Miramos

Desde a longínqua ilha

O continente íntegro.

Antônio Lázaro de Almeida Prado


DEIXA FLUIR TEU CANTO...


Deixa fluir teu canto, livremente,

Deixa brotar a lágrima, espontânea,

O sonho é antevéspera da aurora,

Que sempre é puro dom, oferta pura.

Deixa afluir em ti a tua infância

Presente e atuante e promissora...

O tempo não cancela o olho d’água

De que procede o imenso rio da vida.

Deixa que a voz, liberta das amarras,

Entoe um canto simples, despojado,

Que imite o puro som do enamorado,

E seja, como o vento, sem medidas.

Deixa a vida pulsar, sem freio ou diques,

Qual puro balbuciar de uma criança.

Deixa que a vida te conduza sempre

Qual faz o vento à imponderável pluma...

Assis, 27 de junho de 2007

Antônio Lázaro de Almeida Prado


O DOM DA ALEGRIA


Assim como da aurora nasce o dia,

Assim como da flor brota perfume,

Assim, meu doce amor, toda alegria

Em ti se reinventa e se resume.

Vem de ti, como certo se presume,

O prazer de viver, que se irradia

Em fluxos de calor como de um lume

Que, aceso, dá vigor à melodia.

Desta se tece a chama de meu verso

Herdeiro do calor que se renova

Como a face feliz do universo.

Assim de ti provém a sempre nova

Nascente de alegria, em que, submerso,

Renasço, superior a toda prova.





OUSADIA


Ousa o sonho

Alça o vôo

Olha as estrelas

Sopra forte

Sobe o tom

Rompe as amarras.

Acrescenta

Ambição

Aos teus projetos.

Ousa mais,

Incapaz

De andar rasteiro.

Sobe mais

Que és capaz

De alto vôo...

Antônio Lázaro de Almeida Prado


POEMA: EVA


Do osso de meus ossos

Liquefeito

Da carne de meu ser

Compendiado

Vênus de carne e osso

(Ah! Botticelli…)

Meu poema procede

Do núcleo de meu sono

Retirado

Do cerne de meu sonho

Recolhido

Forma, precioso parto

Adâmico...

E fui pai e fui filho

Em gênese

E gerei a que gera,

Construída

Do sopro de meus sopro

Do osso de meus ossos

Da luz de meu viver:

Poesia...

http://ciclodaschamas.blogspot.com/

Temas do Festival - Frederico Barbosa


Day Dream


(...) Sonhos aprisionados / nessa torre / ilha / correm soltos / mar de marfim / por dentro.

Dedicar cada dia / entre tantos / inúteis momentos / a refinar / cada gesto palavra cor / ou sentimento.

Nadar no vazio alheio / movidos / por nosso sonho / claro e tácito / acordar comovido / da mente em movimento. / Nesse castelo, nossa praia / essa coragem nossa / sua presença acende. / Um mundo raro / um sonho em claro / doce recheio / sem resposta.

Sonhamos / vida (...)



Ao gosto


dizem:

todo sabor

é ilusão

mas a língua

(na língua)

desemboca oásis

devota-se

ao gosto:

devorar miragens




Sexto sentir


o que se sente

é somatória

dos sentidos

fora

longe

luz

perfume

voz

perto

pele a pele

paladar

sentimento:

forma que

reforma

dentro




9


impossível

sonhar

paisagens

nem
prevê-las

revê-las

vê-las

são velas

sem pavio

sem vento

sem navio

sem

sonhar syl

dentro




10


pouco importa

a viagem

a altura

a porta

o que vale é

o vento

qualquer lugar

todo tempo

tendo sido

sentido em

nós: paisagens







Frederico Barbosa - Pernambucano paulistano
http://www.youtube.com/watch?v=V3a9Bt6pytw&feature=youtu.be



http://www.youtube.com/watch?v=N23m5TlWW4k&feature=player_embedded#!
Veja anúncio Chanel com o poema Day Dream, de Frederico Barbosa:

(O poema foi utilizado sem autorização do autor)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Temas do Festival - Juó Bananère

Paródia de Juó Bananère ao poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias



Migna terra tê parmeras,


Che ganta inzima o sabiá.

As aves che stó aqui,

Tambê tuttos sabi gorgeá.

A abobora celestia tambê,

Che tê lá na mia terra,

Tê moltos millió di strella

Che non tê na Ingraterra.

Os rios lá sô maise grandi

Dus rios di tuttas naçó;

I os matto si perde di vista,

Nu meio da imensidó.

Na migna terra tê parmeras

Dove ganta a galigna dangola;

Na migna terra tê o Vap’relli,

Chi só anda di gartolla.




Uvi strella

Che scuitá strella, nê meia strella!

Vucê stá maluco e io ti diró intanto,

Chi p'ra iscuitalas moltas veiz livanto,

I vô dá una spiada na gianella.

I passo as notte acunversando c'o ela.

Inguante che as outra lá d'un canto

Stó mi spiano. I o sol come un briglianto

Nasce. Oglio p'ru ceu: — Cadê strella!?

Direis intó: Ó migno inlustre amigo!

O chi é chi as strellas ti dizia

Quando illas viero acunversá cuntigo?

E io ti diró: - Studi p'ra intendela,

Pois só chi giá studô Astrolomia,

É capaiz di intendê istras strella.



OS ÓGLIO DA MARIETTA
 (Sunetto Futuriste)


Os ôglio da Marietta mia afidanzata

Apparece dois garvó

Che briglia inda a scuridó

Piore dos ôglio di una gata.

Quando illa vai afazê una passegiata

Giunto co suo ermó,

Io vó atraiz della come un ladró

P'ra arrubá unas ôgliata.

Palavria di Juó Bananére

Chi os óglio da Marietta

Sô duos grandi çaçino.

Pur causa dellis io apasso o dia intére

Sentado inzima a sargetta

Co goraçó baténo come un çino!



Amore co Amore si Paga


Pra Migna Anamurada

Xinguê, Xigaste! Vigna afatigada i triste

I triste i afatigada io vigna;

Tu tigna a arma povolada di sogno,

I a arma povolada di sogno io tigna.

Ti amê, m'amasti! Bunitigno io éra

I tu tambê era bunitigna;

Tu tigna uma garigna di féra

E io di féra tigna una garigna.

Una veiz ti begiê a linda mó,

I a migna tambê vucê begió.

Vucê mi apisô nu pé, e io non pisé no da signora.

Moltos abbraccio mi deu vucê,

Moltos abbraccio io tambê ti dê.

U fóra vucê mi deu, e io tambê ti dê u fóra.


Juó Bananére

Sogramigna


Sogramigna infernale chi murré

Vintes quatro anno maise tardi che devia,

Fique aí a vita intêra e maise un dia,

Che io non tegno sodades di vucê.

Nu doce stante che vucê murrê

Tive tamagno attaque di legria

Che quasi, quasi, murri aquillo dia,

Co allegró chi apagné di ti perdê.

I oggi cuntento come un boi di carro,

I mais libero d'un passarigno,

Passo a vita pitáno o meu cigarro,

I maginando chi aóra inzatamente

Tu stá interrada até o piscocigno

Dentro d'un brutto taxo di agua quente.


Juó Bananère

Temas do Festival - Vinicius de Moraes




Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo

de amar os teus olhos que são doces

Porque nada te poderei dar senão a mágoa

de me veres eternamente exausto

No entanto a tua presença é qualquer coisa

como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto

e em minha voz a tua voz

Não te quero ter porque

em meu ser está tudo terminado.

Quero só que surjas em mim

como a fé nos desesperados

Para que eu possa levar uma gota de orvalho

nesta terra amaldiçoada

Que ficou sobre a minha carne

como uma nódoa do passado.

Eu deixarei ... tu irás e encostarás

a tua face em outra face

Teus dedos enlaçarão outros dedos

e tu desabrocharás para a madrugada

Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,

porque eu fui o grande íntimo da noite

Porque eu encostei a minha face

na face da noite e ouvi a tua fala amorosa

Porque meus dedos enlaçaram os dedos

da névoa suspensos no espaço

E eu trouxe até mim a misteriosa essência

do teu abandono desordenado.

Eu ficarei só

como os veleiros nos portos silenciosos

Mas eu te possuirei mais que ninguém

porque poderei partir

E todas as lamentações do mar,

do vento, do céu, das aves, das estrelas

Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,

a tua voz serenizada.




Soneto de Maior Amor


Maior amor nem mais estranho existe

Que o meu, que não sossega a coisa amada

E quando a sente alegre, fica triste

E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste

O amado coração, e que se agrada

Mais da eterna aventura em que persiste

Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere

E quando fere vibra, mas prefere

Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante

Desassombrado, doido, delirante

Numa paixão de tudo e de si mesmo.




Soneto da separação


De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.


Vinícius de Moraes

Temas do Festival - Guimarães Rosa




Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.


O mundo é mágico.

As pessoas não morrem, ficam encantadas.

Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.

“O senhor… mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão."

Quando nada acontece há um grande milagre acontecendo que não estamos vendo.


PÍLULAS DO GRANDE SERTÃO


Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal por principiar.

No sistema de jagunços, amigo era o braço, e o aço!

Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou — amigo — é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é.

Coração de gente — o escuro, escuros.

O amor? Pássaro que põe ovos de ferro.

Quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade.


"A estrada do amor, a gente já esta mesmo nela, desde que não pergunte por direção nem destino.E a casa do amor-em cuja porta não se chama e não se espera-fica um pouco mais adiante." (Sagarana)



Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.

A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.

O diabo é às brutas; mas Deus é traiçoeiro!

O diabo na rua, no meio do redemunho.


O Arrenegado, o Cão, o Cramulhão, o Indivíduo, o Galhardo, o Pé-de-Pato, o Sujo, o Homem, o Tisnado, o Coxo, o Temba, o Azarape, o Coisa-Ruim, o Mafarro, o Pé-Preto, o Canho, o Duba-Dubá, o Rapaz, o Tristonho, o Não-sei-que-diga, O-que-nunca-se-ri, o Sem-Gracejos... Pois, não existe! E se não existe, como é que se pode se contratar pacto com ele?

Quem muito se evita, se convive.


Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.


O que lembro, tenho.


Quem mói no asp'ro não fantaseia.


Quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente.


Vingar... é lamber, frio, o que outro cozinhou quente demais.


Quem sabe do orgulho, quem sabe da loucura alheia?


Ser chefe — por fora um pouquinho amargo; mas, por dentro, é risonhas flores.

Um chefe carece de saber é aquilo que ele não pergunta.

Comandar é só assim: ficar quieto e ter mais coragem.


Toda saudade é uma espécie de velhice.

Riu de me dar nojo. Mas nojo medo é, é não?

Um sentir é do sentente, mas outro é do sentidor.


Tudo é e não é.


Mocidade é tarefa para mais tarde se desmentir.

Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!

O sertão é do tamanho do mundo.

Sertão é dentro da gente.

O sertão é sem lugar.

O sertão não tem janelas, nem portas. E a regra é assim: ou o senhor bendito governa o sertão, ou o sertão maldito vos governa.

O sertão não chama ninguém às claras; mais, porém, se esconde e acena.

O sertão é uma espera enorme.



“Quando escrevo, repito o que já vivi antes.


E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.

Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo

vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser

um crocodilo porque amo os grandes rios,

pois são profundos como a alma de um homem.

Na superfície são muito vivazes e claros,

mas nas profundezas são tranqüilos e escuros

como o sofrimento dos homens.”



“Em meus textos.

quero chocar o leitor,

não deixar que ele repouse

na bengala dos lugares-comuns,

das expressões acostumadas

e domesticadas.

Quero obrigá-lo a sentir

uma novidade nas palavras.”



JOÃO GUIMARÃES ROSA

Temas do Festival - MANUEL BANDEIRA




Belo Belo

Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida.
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdad e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero



RIA, ROSA, RIA

A Guimarães Rosa

Acaba a Alegria

Dizendo-nos: - Ria!

Velha companheira,

Boa conselheira!

Por isso me rio

De mim para mim.

Rio, rio, rio!

E digo-lhes: - Ria,

Rosa, noite e dia!

No calor, no frio,

Ria, ria! Ria,

Como lhe aconselha

Essa doce velha

Cheirando a alecrim,

A alegre Alegria!




Desencanto


Eu faço versos como quem chora

De desalento... de desencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.




O último poema


Assim eu quereria meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas

Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume

A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos

A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.




Vou-me Embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha falsa e demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

- Lá sou amigo do rei -

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada




ARTE DE AMAR


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.

A alma é que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.

Não noutra alma.

Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

BREVE HISTÓRICO SOBRE A FACULDADE DE CIÊNCIAS E LETRAS DE ASSIS - UNESP

BREVE HISTÓRICO SOBRE A FACULDADE DE CIÊNCIAS E LETRAS DE ASSIS - UNESP


 Instalada em 16 de agosto de 1958, como Instituto Isolado de Ensino Superior, com a denominação de Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis.


 Passou a ser UNESP em 1976, e sua nomenclatura foi alterada para Instituto de Letras, História e Psicologia de Assis. Em 21/02/89 passou a ser denominada Faculdade de Ciências e Letras de Assis.

 Atualmente oferece 5 cursos de graduação:
-Letras: 560 alunos

-História: 360 alunos

-Psicologia: 460 alunos

-Ciências Biológicas: 160 alunos

-Engenharia Biotecnológica: 200 alunos

 Em Pós-graduação, possui Mestrado e Doutorado em Letras, em História e em Psicologia.

Mestrado

-História: 45 alunos

-Letras: 41 alunos

-Psicologia: 44 alunos

Doutorado

-História: 24 alunos

-Letras: 31 alunos

-Psicologia: 34 alunos

 O Câmpus conta com 2 Unidades Auxiliares:

• CPPA – Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada “Doutora Betti Katzenstein”

O CPPA tem por objetivo primordial o desenvolvimento de atividades concernentes ao campo da Psicologia, que se destinam ao atendimento à comunidade e à formação profissional dos alunos do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências e Letras de Assis. As atividades desenvolvidas pelo CPPA abrangem prevenção e intervenção psicológica, integrando prestação de serviços à comunidade, ensino e pesquisa.

O Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada “Doutora Betti Katzenstein” – CPPA é uma Unidade Auxiliar da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP - Câmpus de Assis, que oferece atendimento individual e/ou grupal com uma demanda de, aproximadamente, 500 clientes anuais, nas áreas de Psicologia Clínica, Psicologia Escolar e Psicologia do Trabalho. São atendidos crianças, adolescentes, adultos e idosos, tanto da comunidade interna (alunos, professores, funcionários técnicos e administrativos e seus familiares) quanto da comunidade externa (população em geral, encaminhada pelo Poder Judiciário, por Secretarias Municipais, por Escolas Públicas e Privadas, pelo Hospital Regional, pelo Ambulatório de Saúde Mental, por Empresas Públicas e Privadas, etc. além de pessoas que vêm por iniciativa própria).

Os tipos de atendimento nas áreas acima referidas consistem em ludoterapia individual e grupal, orientação de pais, orientação vocacional e profissional, psicodiagnóstico, psicomotricidade, psicoterapia individual e grupal, psicoterapia de casal, psicoterapia familiar, reeducação psicopedagógica e grupos de vivência.

Para dar conta da demanda de clientes e fornecer condições adequadas de trabalho a professores, alunos e técnicos, o CPPA funciona nos períodos da manhã, tarde e noite, tanto no treinamento de técnicas psicológicas para alunos do 2º ao 5º anos , quanto no atendimento a clientes. Neste caso, além da atuação de alunos de 4º e 5º anos, os professores do Curso de Psicologia e seis psicólogos desenvolvem atividades nesta Unidade Auxiliar no atendimento a clientes, em seus aspectos preventivo e de intervenção, integrando extensão e prestação de serviços à comunidade, docência e pesquisa.

• CEDAP – Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa

O Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa é uma Unidade Auxiliar da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Assis que tem como finalidade a criação e a manutenção de condições de apoio às atividades de pesquisa desenvolvidas no Câmpus, por meio da preservação de um acervo de fontes originais de pesquisa de valor histórico e de arquivos especializados de informações. Seus serviços estão relacionados às áreas da memória social e da preservação do patrimônio histórico, literário e de bens culturais.

As fontes de pesquisa disponíveis, sob a guarda do CEDAP, constituem apoio significativo à iniciação científica, aos cursos de pós-graduação em História e em Letras, aos professores da FCLAs e também a pesquisadores de outras instituições.

 Biblioteca
Acervo

A especialidade do acervo da Biblioteca corresponde às áreas do conhecimento ligados aos cursos existentes na Faculdade: Letras, História, Psicologia, Ciências Biológicas e Biotecnologia e Programas de Pós-Graduação nas áreas de Letras, História e Psicologia. Possui também material bibliográfico em outras áreas do conhecimento como Filosofia, Educação, Artes, Direito. Por possuir um grande acervo de livre acesso, a Biblioteca tem alta demanda de atendimento da população de Assis e região. Conta atualmente com um acervo de 80.133 livros, 1.715 títulos de periódicos nacionais e internacionais, 2.287 teses e dissertações, 2.500 obras raras e coleções especiais, além de mapas, fitas, folhetos e bases de dados.

Dados dos materiais existentes no acervo da Biblioteca “Acácio José Santa Rosa”, referentes ao ano de 2007.


 Restaurante Universitário – sistema bandejão – serve de 350 a 400 refeições por dia (somente almoço)

 Moradia Estudantil: capacidade para 119 alunos


 CCI – Centro de Convivência Infantil: o atendimento educacional e de cuidados a crianças de 3 meses a 5 anos e 11 meses, dependentes de servidores (técnico-administrativo e docente), que estejam no exercício de suas funções na FCL - Assis, e de discentes.


 AMBULATÓRIO MÉDICO – atendimento médico (geral, pediatria e ginecologia), enfermagem e serviço social, além de algumas medicações para servidores (técnico-administrativo e docente) e discentes

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA




O Museu da Língua Portuguesa, dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial), apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país e do mundo, usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos.


Os principais objetivos do Museu da Língua Portuguesa são:
- mostrar a língua como elemento fundamental e fundador da nossa cultura
- celebrar e valorizar a Língua Portuguesa, apresentada suas origens, história e influências sofridas;
- aproximar o cidadão usuário de seu idioma, mostrando que ele é o verdadeiro “proprietário” e agente modificador da Língua Portuguesa;
- valorizar a diversidade da Cultura Brasileira;
- favorecer o intercâmbio entre os diversos países de Língua Portuguesa;
- promover cursos, palestras e seminários sobre a Língua Portuguesa e temas pertinentes;
- realizar exposições temporárias sobre temas relacionadas à Língua Portuguesa e suas diversas áreas de influência.

unidade dirigida pela Poiesis
Diretor: Antonio Carlos Sartini

Museu da
Língua Portuguesa
Estação da Luz
Praça da Luz, s/nº
Centro - São Paulo - SP
(11) 3326-0775
museu@museudalinguaportuguesa.org.br

Museu Casa Guilherme de Almeida



Museu biográfico e literário centrado na personalidade do poeta paulista, que residiu no imóvel por mais de 20 anos. Mantém exposições permanentes e temporárias, biblioteca, hemeroteca e arquivo fotográfico, além da coleção de mobiliário, porcelanas, pratarias, esculturas e pinturas que pertenceram ao poeta. Recebe visitas monitoradas, desde que agendadas previamente.

Unidade dirigida pela Poiesis
Diretor: Marcelo Tápia

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura -






A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura - é um local de celebração da poesia, da literatura e da arte em geral. Localizada no coração de São Paulo, a Casa serve de cenário para a efervescência da vida cultural, sendo um espaço onde a arte literalmente acontece.


http://www.poiesis.org.br/casadasrosas/

Festival da Palavra - parceria UNESP Assis e Poiesis