Programa do Festival

sábado, 21 de agosto de 2010

DESTINO DO POETA

DESTINO DO POETA




Palavras? Sim. De ar

e perdidas no ar.

Deixa que eu me perca entre palavras,

deixa que eu seja o ar entre esses lábios,

um sopro erramundo sem contornos,

breve aroma que no ar se desvanece.

Também a luz em si mesma se perde.


(Trad. Haroldo de Campos)



Octavio Paz

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Palavra Mágica

A Palavra Mágica



Certa palavra dorme na sombra

de um livro raro.

Como desencantá-la?

É a senha da vida

a senha do mundo.

Vou procurá-la.



Vou procurá-la a vida inteira

no mundo todo.

Se tarda o encontro, se não a encontro,

não desanimo,

procuro sempre.



Procuro sempre, e minha procura

ficará sendo

minha palavra.



Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Catar feijão

Catar feijão




1.

Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.



2.

Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.

Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.



João Cabral de Melo Neto

As palavras - Eugénio de Andrade

As palavras

 Eugénio de Andrade


São como um cristal,

as palavras.

Algumas, um punhal,

um incêndio.

Outras,

orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.

Inseguras navegam:

barcos ou beijos,

as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,

leves.

Tecidas são de luz

e são a noite.

E mesmo pálidas

verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem

as recolhe, assim,

cruéis, desfeitas,

nas suas conchas puras?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Poema às Palavras

 Poema às Palavras



Tem uns homens por aí

com medo das palavras.



Tem uns poetas por aí

segregacionistas.



Tem preconceitos contra

as palavras:

esta não serve - é mestiça,

esta também não - é muito comum,

é do povo, não é importante,

e aquela também - não tem educação

fala muito alto, é palavrão.



Tem poeta por aí cochichando

como gente muito fina

de salão,

falando entre-dentes

perpetrando futilidades

e maldades, como comadres.



Tem uns homens por ai

tratando as palavras pela cor

de sua pele:

não cruzam com as palavras, negras

amarelas, mulatas,

só fazem poemas brancos, poemas

puros, poemas arianos, poemas de raça.



Que se danem! Faço filhos

com todas as palavras

basta que elas se entreguem, e me amem

e saiam com o meu verso, à rua

para cantar.

( Poema de J G de Araujo Jorge in "O Poder da Flor" 1a ed.1969 )

Escrever - Graciliano Ramos

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes.


Depois enxaguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.

Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."


Graciliano Ramos

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Festival da Palavra - parceria UNESP Assis e Poiesis




Festival da Palavra
UNESP Assis
dias 16 e 17 de setembro de 2010
Parceria UNESP Poiesis
Idealizadores:
Mario Sergio Vasconcelos - UNESP Assis
Frederico Barbosa - Poiesis
Fernanda M. Bueno de Almeida Prado - Poiesis

Cartaz do Festival da Palavra




Realização em parceria UNESP- Poiesis
Campus da UNESP de Assis
dias 16 e 17 de setembro de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Sobre a Escrita...


Sobre a Escrita...


Clarice Lispector

Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.
Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.


Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.

Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.

Simplesmente não há palavras.

O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.

Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.

Simplesmente as palavras do homem.

Entre o que vejo e o que digo...

Entre o que vejo e o que digo...

                                        A Roman Jakobson
        Traduzido por Anderson Braga Horta


Entre o que vejo e o que digo,

entre o que digo e o que calo,

entre o que calo e o que sonho,

entre o que sonho e o que esqueço,

a poesia.

Desliza

entre o sim e o não:

diz

o que calo,

cala

o que digo,

sonha

o que esqueço.

Não é um dizer:

é um fazer.

É um fazer

que é um dizer.

A poesia

se diz e se ouve:

é real.

E, apenas digo

é real,

se dissipa.

Será assim mais real?

2

Idéia palpável,

palavra

impalpável:

a poesia

vai e vem

entre o que é

e o que não é.

Tece reflexos

e os destece.

A poesia

semeia olhos na página,

semeia palavras nos olhos.

Os olhos falam,

as palavras olham,

os olhares pensam.

Ouvir

os pensamentos,

ver

o que dizemos,

tocar

o corpo da idéia.

Os olhos

se fecham,

as palavras se abrem´.



Octavio Paz

OCTAVIO PAZ (1914–1998) — Mexicano. Prêmio Nobel de Literatura em 1991. Importante ensaísta e conferencista (El Laberinto de la Soledad, El Arco y la Lira, El Mono Gramático, Los Hijos del Limo, Sor Juana Inés de la Cruz o las Trampas de la Fe). Alguns livros de poesia: Piedra de Sol, Salamandra, Blanco, Vuelta, Árbol Adentro.

sábado, 14 de agosto de 2010

A Palavra

A Palavra


Já não quero dicionários

consultados em vão.

Quero só a palavra

que nunca estará neles

nem se pode inventar.



Que resumiria o mundo

e o substituiria.

Mais sol do que o sol,

dentro da qual vivêssemos

todos em comunhão,

mudos,

saboreando-a.



Carlos Drummond de Andrade, in 'A Paixão Medida'

A Palavra

A Palavra


Eleva-se entre a espuma, verde e cristalina

e a alegria aviva-se em redonda ressonância.

O seu olhar é um sonho porque é um sopro indivisível

que reconhece e inventa a pluralidade delicada.

Ao longe e ao perto o horizonte treme entre os seus cílios.



Ela encanta-se. Adere, coincide com o ser mesmo

da coisa nomeada. O rosto da terra se renova.

Ela aflui em círculos desagregando, construindo.

Um ouvido desperta no ouvido, uma língua na língua.

Sobre si enrola o anel nupcial do universo.



O gérmen amadurece no seu corpo nascente.

Nas palavras que diz pulsa o desejo do mundo.

Move-se aqui e agora entre contornos vivos.

Ignora, esquece, sabe, vive ao nível do universo.

Na sua simplicidade terrestre há um ardor soberano.



António Ramos Rosa, in "Volante Verde"

Quanto Sinto, Penso

Quanto Sinto, Penso



Severo narro. Quanto sinto, penso.

Palavras são idéias.

Múrmuro, o rio passa, e o que não passa,

Que é nosso, não do rio.

Assim quisesse o verso: meu e alheio

E por mim mesmo lido.



Ricardo Reis, in "Odes"

Heterónimo de Fernando Pessoa


-

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Com Fúria e Raiva

Com Fúria e Raiva


Com fúria e raiva acuso o demagogo

E o seu capitalismo das palavras



Pois é preciso saber que a palavra é sagrada

Que de longe muito longe um povo a trouxe

E nela pôs sua alma confiada



De longe muito longe desde o início

O homem soube de si pela palavra

E nomeou a pedra a flor a água

E tudo emergiu porque ele disse



Com fúria e raiva acuso o demagogo

Que se promove à sombra da palavra

E da palavra faz poder e jogo

E transforma as palavras em moeda

Como se fez com o trigo e com a terra



Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

As palavras - Saramago


As palavras e o silêncio.


As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpas. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas.

As palavras estão ausentes.

Algumas palavras sugam-nos, não nos largam...

As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras. E há os discursos, que são palavras encostadas umas às outras, em equilíbrio instável graças a uma precária sintaxe, até ao prego final do disse ou tenho dito. Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e fecham sessões, se lançam cortinas de fumo ou dispõem bambinelas de veludo. São brindes, orações, palestras e conferências.

Pelos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias.

E depois as palavras dos discursos aparecem deitadas em papéis, são pintadas de tinta de impressão - e por essa via entram na imortalidade do verbo. E as palavras escorrem tão fluidas como o "precioso líquido". Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas. A terra segue o seu caminho envolta num clamor de loucos, aos gritos, aos uivos, envoltos também num murmúrio manso, represo e conciliador... E tudo isso atordoa as estrelas e perturba as comunicações, como as tempestades solares. Porque as palavras deixaram de comunicar. Cada palavra é dita para que se não ouça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça. Daí que seja urgente moldar as palavras para que a sementeira se mude em Seara. Daí que as palavras sejam instrumento de morte - ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que valer o silêncio do ato.

Há também o silêncio.

O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio.

Mas só o trigo dá pão.

José Saramago
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Sobre a Palavra

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Sobre a Palavra


Com a palavra dirige-se o homem à Divindade ou aos deuses. Pede-se, suplica-se, agradece-se!
Com a palavra abençoa-se, amaldiçoa-se, satiriza-se, pragueja-se!
Com a palavra dominam-se as forças ocultas ou assenhoreia-se delas!
Com a palavra curam-se doenças desfazem-se os malefícios e as pragas!
Com a palavra sagram-se as coisas e evitam-se as profanas!
Com a palavra respeitam-se, veneram-se, divinizam-se homens, cidades e coisas!
Com a palavra predizem-se os fatos vindouros!
Com a palavra perdem-se ou deparam-se as coisas!
Com a palavra tem-se o mundo nas mãos.



 A magia da Palavra - R.F. Mansur Guérios

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Kléber Albuquerque



O cenário da música popular brasileira conta com artistas de talento incontestável. Kléber Albuquerque é um deles, sendo compositor, instrumentista, intérprete. Criando o tempo todo com o que a vida oferece: amor, dor, alento, mansidão, conquistas, erradas, acertos, e tantos outros regalos e terrenos áridos que são oferecidos aos seres humanos.


Nascido em Santo André, São Paulo, começou sua jornada musical muito cedo, sendo frequentador do metiê rock’n roll, porém sem se abnegar do gosto por outras afluentes da música. Da música caipira aos roques, ele ouvia de tudo e se permitia influenciar. O que há de original em sua música e em sua poesia vem justamente dessa abertura que, desde sempre, faz parte da sua biografia.

Seu primeiro disco, “17.777.700”, foi lançado em 1997 e contou com a produção musical de Mário Manga. Desde então, ele lançou outros quatro discos: “Para a inveja dos Tristes” (2000), “O centro está em todas as partes” (2003), “Desvio” (2007), e o lançamento recente, pelo selo Sete Sóis, “Só o amor constrói” (2009).

“Barriga de fora”, do álbum “17.777.700”, foi a que ganhou maior notoriedade na época do lançamento do disco, chegando a ficar entre as mais-mais de uma importante emissora de rádio. Com “Xi, de Pirituba a Santo André”, oriunda de uma parceria com Rafael Altério, Kléber foi finalista do Festival da Música Brasileira promovido pela Rede Globo.

Kléber Albuquerque, no decorrer de sua carreira, participou de diversos projetos paralelos. Entre eles, o disco UmdoUmdoUm, o primeiro do milênio, gravado ao lado de Élio Camalle, Luiz Gayotto e Madan. No teatro, foi responsável pela trilha sonora e direção musical de espetáculos, sendo um deles premiado pela APCA e Femsa 2009.

Compositor que vem se destacando entre a leva dos contemporâneos, tem suas canções gravadas por Eliana Printes, Ceumar, Fábio Jr., Márcia Castro e Zeca Baleiro, entre outros. As parcerias também têm sido marcantes. Kléber já compôs canções com Zeca Baleiro, Chico César e Dante Ozzetti, e tem composições de sua autoria gravadas por Eliana Printes, Márcia Castro, Fábio Jr., Ceumar e Zeca Baleiro, entre outros.

Albuquerque lançou recentemente seu novo cd, "Só O Amor Constrói", em parceria com os músicos da Miniorkestra de Polkapunk e com participações especiais de Renato Brás, Fred Martins e André Sant'Anna.

http://www.youtube.com/tramelaweb

http://www.youtube.com/watch?v=iPfE0Ymqxno&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=pAQHXdPBbho&feature=more_related


http://www.youtube.com/watch?v=NzrZiXF74Ow&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=RELX-HUlVLw

GRUPO VOZ

GRUPO VOZ

Grupo vocal e instrumental formado em 1999 pelos irmãos Rodrigo Londero (voz e violão) e Vinicius Londero (voz e percussão), Gustavo Dall’Acqua (voz e violão) e Douglas Dalla Costa (bateria).
O trabalho autoral, os arranjos originais e a empatia com o público são as principais marcas do VOZ, que vem apresentando suas composições pelo Brasil em shows e diversos Festivais de MPB.

O som essencialmente acústico, as harmonias vocais e as letras – poesias com temas contemporâneos e filosóficos como a busca pela essência, a mecanicidade da vida, a consciência e o amor – são elementos característicos do grupo. A base harmônica está concentrada nos violões aço e nylon, que se entrecortam com as três vozes. A percussão, utilizando instrumentos folclóricos, como os cajón’s (Peru/América Latina), caixas de marabaixo (Amazônia), tambor do divino (Maranhão) e o bombo leguero (Rio Grande do Sul/Região dos Pampas), trazem os efeitos e complementos rítmicos mesclando culturas e estilos, do folclórico ao contemporâneo, reunindo a pluralidade da cultura brasileira.
Entre 1999 a 2005, desenvolveram seu trabalho autoral na Região Sul. Foram convidados a integrar o Coro da Universidade Federal de Santa Maria/RS realizando concertos no Chile, Bolívia, Argentina e Peru.
Em 2005, compuseram a rapsódia “Hello, Édipo”, trilha sonora da peça homônima da Cia. O Veneno do Teatro, de São Paulo. Nesse mesmo ano, a música “Bem além da estrela Azul”, de autoria do grupo, passa a tocar na Rádio Máxima, especializada em música brasileira, no Japão.

Em 2006, mudam-se para São Paulo e realizam seu primeiro show, no SESC Consolação. Apresentaram-se em diversas cidades paulistas como Itu, Campinas, Santos, Araçatuba, Araraquara, São Carlos, e, com o quarteto vocal “A4Vozes”, fizeram turnê em MG e SP com o espetáculo “Voz do Sul, Canto de Minas”, projeto selecionado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo no programa ProAC e apresentado em praças públicas da capital paulista como o Parque Trianon, a Praça dos Omaguás e o Corredor Literário da Consolação.
Em 2008, o “A4Vozes” - em seu terceiro trabalho, o CD Interior - grava a canção “Vento Frio, Alma Quente” de autoria do Grupo VOZ.

Promovem a cultura realizando saraus culturais temáticos e autorais. Participam dos saraus pelo programa “Chama Poética” com edições na Rede SESC, na Casa das Rosas, na Biblioteca São Paulo e no Museu da Língua Portuguesa, e também pela Instituição de Ensino Cásper Líbero com o Café Filosófico do Parque Trianon/MASP e o Sarau da CPFL Cultural, em Campinas/SP.
Em 2007, o grupo recebeu o prêmio de Melhor Arranjo no Festival de Música e Arte de Garanhuns/PE, com a música “Mira”, sendo contratado para realizar show no 17º Festival de Inverno de Garanhuns. Nesse mesmo ano, lançou o CD independente “Renovação, Revolução, Essência”.
Entre 2007 e 2009 o VOZ recebeu mais de 50 prêmios em 30 festivais de Música Popular Brasileira, entre eles “Melhor Composição”, “Melhor Arranjo”, “Melhor Intérprete”, “Melhor Grupo” e “Aclamação Popular”. Foi convidado pelo musicólogo Ricardo Cravo Albin - então jurado do 27º Festival de Música Brasileira de Piraí/RJ - para integrar seus dados artísticos e históricos no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
Dos principais shows, destaque em 2008, para o Cena Musical Independente – 1ª Mostra Paulista de Bandas Emergentes, projeto realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, e para a recente participação no lançamento do CD “Amazônica Elegância” de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes, em Macapá/AP, pelo projeto Pixinguinha 2009, da Funarte.
Além das participações no Festival de Inverno JulhoFest de Poços de Caldas/MG 2006, no Festival de Inverno de Garanhuns/PE 2007, na Festa em Louvor a Nossa Senhora da Lapa 2008 em Vazante/MG, em 2010 a turnê VOZ Interpreta*Interfere no Sul de MG nas cidades de Varginha, Cambuquira e Três Pontas, entre outros.
Atualmente o VOZ está pré-produzindo seu segundo disco intitulado DEUS, ZEUS E EUS.



Site oficial: http://www.grupovoz.com.br/

MySpace: www.myspace.com/grupovoz


Show VOZ Interpreta*Interfere




“INTERPRETA*INTERFERE” traz ao público um espetáculo musical inédito e contemporâneo, com um repertório de obras consagradas da música brasileira (e do mundo) além de canções próprias do grupo, amplamente premiadas em festivais de MPB.
O Grupo VOZ, nessa turnê, interpreta e interfere nas canções, recriando de forma inusitada obras como Admirável Gado Novo (Zé Ramalho), Caçador de Mim (Sá e Magrão), Imagine (John Lennon), O Sal da Terra (Beto Guedes), Asa Branca (Luiz Gonzaga), entre outras.
O público desfrutará de um espetáculo que proporcionará entretenimento, reflexão sobre temas contemporâneos e filosóficos, e acima de tudo uma experiência cultural, emocionante e sensível.

Gabriel de Almeida Prado

                                  Gabriel de Almeida Prado

Poeta, músico e fotógrafo
Gabriel é artista talentoso, com uma bela voz e poesia inventiva.
Músico da novíssima geração. É aluno de violão do compositor, músico e violonista Natan Marques, faz aulas de canto com Juliana Caldas e aulas de composição musical com  o músico e compositor Kleber Albuquerque. É fotógrafo do projeto 'Chama Poética".

http://sarauchamapoetica.blogspot.com/

Festival da Palavra - parceria UNESP Assis e Poiesis